CINCO NAVIOS GREGOS ESTÃO ENTRE OS INVESTIGADOS POR VAZAMENTO DE ÓLEO

CINCO NAVIOS GREGOS ESTÃO ENTRE OS INVESTIGADOS POR VAZAMENTO DE ÓLEO

Manchas de óleo atinge todos os estados do Nordeste

Mais quatro navios de bandeira grega, além do Bouboulina, da empresa Delta Tankers, são alvo da investigação que a Marinha do Brasil e a Polícia Federal (PF) realizam para tentar identificar os responsáveis pelo derrame de óleo cru. O produto atingiu as praias de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Somente na Bahia, já são 31 municípios atingidos pelas manchas de óleo. Entre as localidades afetadas estão Canavieiras, Ilhéus, Itacaré, Una, Uruçuca, Cairu, Maraú, Belmonte, Porto Seguro, Prado, Vera Cruz, Itaparica, Salvador, Jandaíra, Lauro de Freitas, Conde, Camaçari, Entre Rios, Esplanada e Mata de São João.

De acordo com o Ibama, Mucuri, no extremo-sul do estado, foi último município onde as manchas de óleo chegaram.O município baiano está numa área que faz limite com o Espírito Santo, estado da região Sudeste, que corre o risco de ser atingido pelo material poluente nas próximas horas.

AS EMBARCAÇÕES SUSPEITAS

Oficialmente, a Marinha não revela os nomes das cinco embarcações a respeito das quais pediu informações às autoridades marítimas da Grécia, mas, em nota, a Delta Tankers, responsável pelo Boubolina, revelou tratar-se dos navios-tanques Maran Apollo e Maran Libra (da Maran Tankers), Minerva Alexandra (Minerva Marine) e do Cap Pembroke (Euronav), além do Bouboulina.

Na mesma nota, a Delta Tankers informa que recebeu a notificação da Marinha brasileira somente nesta terça-feira (5).A empresa diz ainda que, no documento entregue pelo Ministério de Assuntos Marítimos da Grécia, os cinco navios gregos são tratados como suspeitos de derramamento do óleo que polui praias, mangues e a foz, ou desembocaduras, de rios na costa do Nordeste.

A Delta Tankers nega ter qualquer relação com o óleo encontrado no litoral nordestino e garante que pode comprovar a regularidade de suas operações. A empresa grega afirma que inspecionou os registros gravados por câmeras e sensores existentes no interior do Boubolina e não encontrou nenhum indício de que parte do produto que estava sendo transportado vazou.

“Este material será compartilhado de bom grado com as autoridades brasileiras, caso entrem em contato com a empresa nesta investigação. Até agora, esse contato não foi feito”, afirmou a empresa no comunicado divulgado ontem. Com informações da Agência Brasil.

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