Empresário José Victor Oliva investe R$ 11 milhões em festa de Réveillon em Itacaré

Empresário José Victor Oliva investe R$ 11 milhões em festa de Réveillon em Itacaré

(Divulgação)
José Victor Oliva no bar do Wish Hotel da Bahia

Salvador foi a cidade escolhida pelo empresário José Victor Oliva, do grupo Holding Clube, para inaugurar o Road show que ele fará por diversas capitais brasileiras para apresentar o Réveillon Nº 1 que será realizado pela primeira vez em Itacaré, no sul do estado. O evento que vai reunir 30 atrações, entre nacionais e internacionais, vai colocar em dois diferentes palcos, artistas como Ivete Sangalo, Jorge & Mateus, Kevinho, Durval Lelys, os Dj’sAlok, ZehPretim, Sunroi, DreGuazzeli, Aline Rocha e BlackOut, além do duo ONA Beat e do trio Rooftime. No destino, além das festas e beachclubs que integram o Réveillon Nº1, os visitantes poderão curtir programações e atrações que agradam a todos os tipos de público. A festa vai acontecer de 28 de dezembro a 2 de janeiro, totalizando cinco dias, com ingressos diários a partir de R$ 300 reais. Os pacotes para todos os dias custam a partir de R$2,4 mil, com open bar. Nesta quinta-feira (3) o paulistano receberá a imprensa às 10h, para um café da manhã, no Wish Hotel da Bahia, para divulgar o evento que promete reunir quatro mil pessoas em cada uma das cinco noites. Considerado um dos nomes mais importantes do entretenimento no Brasil, Oliva está preparando uma edição especial do Camarote Nº 1 para o Carnaval do Rio de Janeiro em 2020, que está completando 30 anos. Antes do encontro com a imprensa, ele recebeu o Correio para uma entrevista exclusiva onde detalhou o projeto e explicou porque elegeu a Bahia para sediar a festa, que ele garante, será o maior Réveillon do Brasil. Confira:

Porque o senhor elegeu Itacaré para sediar o Réveillon Nº1?
Quando a gente fez o Réveillon de Jericoacoara (CE) no ano passado, me deu a sensação de que foi legal, mas não foi o máximo, porque não era uma coisa completa, o lugar ficava longe da praia, em cima de um monte. Então pensei, vamos fazer esse negócio direito. A gente que trabalha com evento é exibido, gosta de ser o melhor, de receber elogios. A gente tem o Camarote Nº 1 há 30 anos, que é um super sucesso, então resolvemos fazer o São João Nº 1, o Halloween Nº 1, enfim, uma plataforma de eventos com esta marca que está consolidada e que nos pertence. Então foi pensar onde fazer. Numa dessas coincidências, fui jantar com o Fausto (Franco, secretário estadual de Turismo) que me sugeriu Itacaré.

O senhor já conhecia Itacaré?
Não, não conhecia, mas fui lá conhecer, me encantei, conversei com o prefeito, disse que queria fazer e eles toparam. Então eu disse, mas pra fazer um negócio desses tem que ser por uns 10 anos, porque no primeiro e segundo ano você toma ferro, não tem jeito. Então fechamos um acordo comercial, a prefeitura se comprometeu a fazer algumas coisas de infra-estrutura, como mudar o sentido de algumas ruas, eles já estavam construindo uma estrada vicinal pra não passar por dentro da cidade, enfim, coisas simples. Fomos então visitar alguns lugares onde pudéssemos montar a estrutura, inclusive a fazenda do Durval (Lelys) que é maravilhosa, mas que não dava por conta da dificuldade de circular, até chegarmos a Itacarezinho, onde encontramos o lugar ideal. Parece que foi feito pra isso. Fechamos com o dono do local e vamos fazer lá e trabalhar para que este evento fique lá por muitos anos.

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Praia de Itacarezinho vai sediar o Réveillon Nº1

Qual o investimento para um evento desse porte?
Hoje, nossa estimativa é de R$ 11 milhões, mas queremos fechar em R$ 10 milhões. Obviamente tem um monte de outros custos que não estão aí, mas isso é com o Réveillon em si, nossa meta é chegar nessa soma.

Já que foi o secretário de Turismo quem estimulou a fazer a festa na Bahia, então o governo do estado está apoiando o projeto?
Então, eu estive com o governador.

Que o senhor já conhecia, eu sei, lembro que estivemos juntos num almoço no ano passado e me recordo de ver o senhor conversando longamente com ele. Foi ali que o senhor falou do seu projeto?
Não. Naquele dia foi muito engraçado, foi quando o conheci e foi muito divertido, porque eu não tenho assim muita simpatia pelo PT, e o cara é do PT. Eu sentei em frente a ele, e percebi que ele estava agarrado num canudinho de plástico tomando uma caipirinha, e aquilo me deixou maluco por que o governador do estado mais bonito do Brasil usando um canudinho de plástico, que é a coisa que mais polui o mar que tem no mundo! Aí, quando sentei na mesa, o Nizan (Guanaes) falou: governador, cuidado com esse cara porque ele é antipetista nato. Sei que fiquei lá conversando com o cara e com a mulher dele, e gostei dele. Cheguei a pensar que o cara não era do PT nada. (risos) Então, voltando, quando batemos o martelo com o prefeito de Itacaré, marquei uma audiência com o governador Rui Costa e levei um canudo de ferro pra ele de presente. Óbvio que ele morreu de dar risada. O cara marca uma audiência com o governador e leva um canudo de presente!

Mas está apoiando o projeto ou não?
Então, fui lá, conversei com ele e disse que não estava pedindo nada, mas que se acontecesse alguma coisa iria recorrer a ele. O que pedi foi o que a gente sempre pede às autoridades quando vai fazer eventos, é apoio da polícia, essas coisas de serviços públicos básicos – até porque, do mesmo jeito que odeio política, odeio pedir favor para político – então não tem nada de público ali. A gente trabalhou ali com a parte da sustentabilidade, solicitamos todas as licenças ambientais para fazer um evento num lugar daquele etc.

Que ações de sustentabilidade o senhor vai realizar durante o evento?
Estamos fazendo uma espécie de mini usina para trabalhar a questão dos resíduos. Nossa política é que, diariamente, uma hora depois do último show da noite, não haja um único copo, papel, lata, bituca de cigarro, nada no chão. Tudo será recolhido, encaminhado a essa usina, selecionado e prensado, para que possamos doar esses dejetos para cooperativas de reciclagem. E, claro, devolver o lugar muito melhor do que encontrou.

E como está a relação com a população local, já que esta será impactada com um evento desse porte?
Antes de fazermos tudo isso, realizamos uns três mini congressos com representantes da comunidade, conversamos com todos os secretários do município, falamos com lojistas, hoteleiros, restaurantes etc. E a cidade…, eu fico pensando no Brasil em geral, na Bahia, quando você tem Dorival Caymmi, João Gilberto, Jorge Amado, tantos outros ícones da cultura local, não tem muita dúvida que teu negócio é turismo. Só um débil mental, num segundo, não perceber isso. Mas é triste ver que você vai no Vesúvio, em Ilhéus, está destruído! Imagine isso num país como os Estados Unidos… Mas claro que para isso cabe interesses privados, empresários que venham e façam coisas. Eu to fazendo um pedaço, outro vem e faz outro pedaço, e assim vai.

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Ivete Sangalo vai cantar no dia 28 de dezembro

Faltam políticas públicas voltadas para o turismo?
Veja só, vocês têm coisas aqui, aquele Camarote Salvador, por exemplo, é tão bom, tão bem avaliado – eu não conheço, mas esse ano eu venho conhecer de curiosidade -, vocês têm aquele Festival de Verão que é uma maravilha, então, na mão de gente que corre risco, que sabe fazer, que gosta de empreender, o governo não precisa colocar nada não. Veja só, aquilo que você investe R$ 10 milhões, que você ganha R$ 1 milhão, ou que você perde R$ 1 milhão, é do jogo. Não sei fazer essa conta, tipo vai vender mais ou menos ingresso, não sei. O que sei é quero fazer o melhor Réveillon do Brasil e ponto. Eu não tenho outro. O que chama número um eu não posso fazer número 2, entendeu? Então, o line up é escolhido cuidadosamente, o lugar é escolhido com cuidado… e sempre prestando atenção ao que é local.

E como o senhor planeja atrair os locais para o evento?
Colocar um pouco da cultura deles lá dentro. Tem uma empada que fica na estrada para Itacaré, que é extraordinária, vamos levar para lá; tem uma mulher que vende uma coxinha de R$ 1 real no centro de Itacaré, que é espetacular, vamos levar para lá; lá eles fazem uma caipirinha de cacau, que é a melhor do mundo, você vai no Jiló, a comida é maravilhosa, e ninguém sabe nada disso. Então vamos difundir tudo isso.

São cinco dias de festa, mais de 30 atrações, como será a logística para o público que vai para lá?
Temos uma ótima estrutura local. São cerca de cinco mil leitos, só em pousadas, resort, casas de aluguel, estamos negociando a ampliação de voos para lá. E como te digo, é o primeiro ano, poderemos ter falhas, mas que consertaremos nas próximas edições. Vamos contratar apenas gente de lá, a não ser o pessoal de som, de luz, essas coisas. Mas a mulher da empada vai estar lá, a da coxinha, e por aí vai.

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O Txai Resort vai hospedar os artistas e patrocinadores da festa

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