Hangar usado por preso na Operação Faroeste foi cenário de clipe de Robyssão

Hangar usado por preso na Operação Faroeste foi cenário de clipe de Robyssão

Um hangar do Aeroporto de Salvador usado pelo empresário Adailton Maturino, preso durante a Operação Faroeste, foi cenário para um clipe de pagode baiano. A Faroeste investiga uma suposta organização criminosa que atuaria vendendo sentenças da cúpula do Tribunal de Justiça da Bahia (lembre aqui).   De acordo com o site Época, Robyssão gravou o clipe “Nota de cem” no local, com aeromoças dançando. O vídeo foi lançado em 8 de novembro, onze dias antes da prisão do empresário, e é citado no processo movido pela concessionária do aeroporto como um indicador do desvio de finalidade do hangar. O espaço é explorado pela Adey Táxi Aéreo, uma empresa de táxi aéreo. O seu vínculo com Maturino ainda é investigado, mas a PF encontrou algumas respostas recentemente.       Segundo o site, os investigadores apreenderam na casa da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do TJ-BA presa na última sexta-feira, 29 de novembro (veja aqui), um bilhete manuscrito que cita o governador da Bahia Rui Costa e a empresa: “Pedir ao governador nos atender para que ele fale com o Julia Ribas da Embrapa Vancy do Aeroporto para atender o pessoal da Adey Táxi Aéreo, Yeda Muricy Guimarães”.    Segundo as investigações, Maturino é um dos beneficiados do esquema TJ-BA. “Sem a pretensão de formar um juízo de valor sobre os vínculos da agravante (Adey Táxi Aéreo) e os seus gostos musicais, é inequívoco o desvio de finalidade”, escreveu a concessionária do aeroporto baiano em um recurso ao Tribunal de Justiça da Bahia no dia 25 de novembro, tentando recuperar a posse do hangar.   O caso está sendo relatado pelo desembargador João Augusto Alves de Oliveira Pinto. A batalha judicial da concessionária do aeroporto com a empresa Adey Taxi Aéreo já dura cerca de um ano. O aeroporto diz que a dívida da empresa passa de R$ 1 milhão.     No hangar, existe uma sala com o adesivo da embaixada de Guiné-Bissau, que já se sabe que faz parte da mentira criada pelo empresário. Ele despachava desta sala antes de ser preso na Operação Faroeste.    Procurada pela Época, a Adey Táxi Aéreo disse que desconhece a filmagem do clipe, apesar de existir o vídeo. A sócia da empresa citada pela desembargadora presa, Yeda Nunes, negou que tenham dívida com o aeroporto. “Eles que devem. Nós construímos o hangar todo, recebemos só a terra, isso há mais de 20 anos. Só que eles ficaram de nos devolverem uma parte do dinheiro, e até agora não devolveram. Não colocaram nenhum coqueiro. Temos ganhado na Justiça e vamos continuar aqui”, rebateu.

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