Mulher denuncia que sofreu abuso do padrasto durante nove anos: “Comi meu próprio vômito”

Mulher denuncia que sofreu abuso do padrasto durante nove anos: “Comi meu próprio vômito”

Foto: reprodução/Instagram

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Redação VN
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Uma mulher de 21 anos usou as redes sociais para denunciar agressões sofridas pelo padrasto durante nove anos.

Segundo Eva Luana, moradora do município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), os abusos começaram quando ela tinha 12 anos de idade.

“Minha mãe era agredida, abusada, violada e torturada quase todos os dias. Meu padrasto era obsessivo e ciumento com ela. Resumindo de uma maneira geral, ela era agredida com chutes, joelhadas, objetos. Era abusada sexualmente de todas as formas possíveis.  Era obrigada a tomar bebidas até vomitar e quando vomitava tinha que tomar o próprio vômito como castigo”, descreveu.

Aos 13 anos, Eva chegou a denunciar o agressor, mas, segundo ela, foi obrigada a retirar a queixa por ameaças do padrasto.

“Desde então os abusos, torturas e todo tipo de agressão foram aumentando dia após dia, ano após ano. Eu não tive mais vida social. Tudo era uma farsa. Ele nos obrigava a fingir que tínhamos uma família perfeita. As agressões eram verbais, físicas e psicológicas. Entre elas, comer muito, em tempo estipulado, isso aconteceu com uma pizza família, pra comer inteira em 10 minutos. Óbvio que não conseguimos. Tb tomar 2 litros de refrigerante nesses 10 minutos. Eu levei socos no rosto e ele não me deixava me proteger com a mão. Ele enfiou as pizzas na minha boca me chamando de animal, eu vomitei e comi meu próprio vômito”, contou.

A mulher está sob proteção jurídica e o agressor ainda está em liberdade. “Clamo por justiça. Compartilhem e propaguem para que outras garotas tenham forças pra denunciar e para que o me caso seja exposto pra toda a sociedade. Conto com vocês”, finalizou.

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{2} (…) e de 4 ele enfiou as pizzas na minha boca me chamando de animal, eu vomitei e comi meu próprio vômito.  Meu gato comeu um pedaço e lambeu outro, ele me obrigou a comer o que ele havia lambido. Eu apanhei a noite toda e no outro dia eu tinha que fingir que nada havia acontecido. Eu era obrigada a fazer todos os trabalhos da faculdade dele e se eu não fizesse perfeito eu pagava o preço.  Eu também respondia todas as provas da faculdade,  era obrigada a sair mais cedo da minha aula pra responder às provas dele pelo celular. Existiam castigos e punições pra tudo. Até mesmo se eu não pagasse uma conta no banco que estava super lotado, mesmo tendo horários no trabalho ou estágio. Meu celular era vistoriado todos os dias a noite. Ele desinstalava o whatsapp e reinstalava novamente pra poder recuperar as conversas apagadas.  Eu não podia namorar. Eu não podia sair com meus amigos, não tinha vínculo social com ninguém. Todos os vínculos eram vigiados e ele sempre respondia pessoas como se fossem eu. Todas as minhas senhas no celular, redes sociais e Gmail eram monitoradas por ele . Me vigiava na porta da sala da faculdade.  Todos percebiam e me viam chorando. Ele me tratava mal em público. Ele me agredia nos estupros mas depois de um tempo, só utilizou das ameaças contra a minha família. Eu era usada como um lixo. Já abortei diversas vezes. Nunca pude ir ao médico pra fazer curetagem. Todas as vezes sangrava e passava mal a noite inteira. Já vi os bebês inteiros no vaso sanitário.  Eu era chamada de burra, anta, doente, demente todos os dias e era obrigada a repetir isso pra mim mesma. Quando era solicitada pelo trabalho ou convidada pra algo que eu não poderia recusar, era obrigada a mandar print pra ele me permitir ir ou não.  Minha mãe era agredida psicologicamente constantemente também,  não tinha mais voz ativa dentro de casa. Ele arrancou a alma dela também. Ele é um monstro, perdi minha infância e adolescência. Me sentia um lixo por não ter forças pra pedir ajuda e por sentir tanto medo (…)

Uma publicação compartilhada por Eva Luana 🌻 (@evalluana) em 19 de Fev, 2019 às 8:41 PST

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