Transtorno obsessivo compulsivo ( TOC ); da fixação ao sofrimento – Simone Cafeseiro explica

Transtorno obsessivo compulsivo ( TOC ); da fixação ao sofrimento – Simone Cafeseiro explica

Você já ouviu falar sobre TOC?

O Manual de classificação internacional de doenças (CID f42), classifica como transtorno obsessivo compulsivo, a presença de ideias obsessivas e comportamentos compulsivos recorrentes.

Para que seja reconhecido como transtorno de ordem psíquica, constata-se que o sujeito que apresenta os sintomas, se queixa de sofrimento por não conseguir ter controle sob seu ato ou pensamento compulsivo.

É normal apresentar repetições comportamentais em algumas situações da vida, porém no caso de portadores do TOC, a presença desses comportamentos e ideias ocupam um lugar que causam desconforto, sofrimento e atrapalham a rotina.

Entre algumas das manifestações do transtorno obsessivo compulsivo estão;

  • Vício repetido de lavar as mãos associado a mania de limpeza.
  • Necessidade obsessiva pela organização de objetos.
  • Prática excessiva de organização, incluindo ordem de cores e simetrias.
  • Rituais frequentes que são manifestos compulsivamente associados a um alívio de tensão durante as repetições.

Tais comportamentos trazem a tona sentimentos de angustia, causados pela falta de controle e ansiedade quando há tentativa de resistir as compulsões.

Os pensamentos surgem como invasores, despontando ideias insistentes e muitas vezes desconexas, como por exemplo; retornar diversas vezes para conferência de uma porta fechada, ou se o gás foi desligado, ou pensamentos ligados a acontecimentos catastróficos.

As opções de tratamento consistem em acompanhamento psicológico, e em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico com recomendações do uso de fármacos que podem auxiliar na diminuição dos sintomas.

No entanto, é importante ressaltar que todo pensamento e comportamento manifesto nesse processo, procede de um funcionamento psíquico e subjetivo muito particular de cada pessoa, e que revela, ainda que de forma inconsciente, características da sua personalidade. Por isso, é imprescindível que aquele que sofre com esses sintomas, encontre em seu tratamento um lugar para falar sobre suas angustias, seus medos e sentimentos limitantes, pois, é a partir deste espaço, que o mesmo terá a possibilidade de ter acesso aos seus conflitos psíquicos, e encontrar caminhos que possibilitem a sua cura.

Simone Souza Cafeseiro -Psicóloga clínica. CRP-03/19407.

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